Com a eleição de seu novo presidente — o amazonense Yann Evanovick, de 19 anos —, chegou ao fim neste domingo (13), em Belo Horizonte (MG), o 38º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Yann encabeçava a Chapa O Pré-Sal É nosso, formada pela União da Juventude Socialista (UJS-PCdoB), Mutirão (PMDB), Mudança, CNB e Kizomba (PT), JSB (PSB), JPTB (PTB). A nova diretoria teve a preferência da imensa maioria dos 1.204 delegados com direto a voto presentes ao encontro.
Foram quatro dias de congresso, que teve a participação de mais de 2.300 estudantes de todas as regiões do país. O evento foi marcado pelo lançamento do livro Ubes, Uma Rebeldia Consequente, que faz um resgate da história de pouco mais de 60 anos da entidade.No sábado, um representativo ato político — com o tema “Em defesa de 50% do Fundo Social do Pré-sal para Educação” — reuniu nomes importantes do cenário nacional. Foi o caso do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e do presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima — que disseram ser favoráveis à proposta do movimento estudantil.
Reunidos na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e no Mineirinho entre os dias 10 e 13 de dezembro, os estudantes deram uma grande demonstração de unidade e organização. “Provaram que o movimento estudantil está preparado para enfrentar as principais lutas e defender os interesses dos estudantes e da sociedade, respondendo, inclusive, aos ataques e às tentativas de criminalização dos movimentos sociais”, afirma Yann Evanovick.
Na opinião do novo presidente da Ubes, o próximo período será de muito trabalho, como a luta em defesa da destinação dos recursos do fundo do pré-sal para a educação, pelo fim do vestibular e por uma nova legislação para a meia-entrada. Em 2010, além das eleições, a Ubes comemora os 25 anos da aprovação da Lei do Grêmio Livre.
“Esse deve ser o momento de fortalecer a rede do movimento estudantil, construindo uma grande campanha de criação de grêmios em todo o país. Aproveito também para convocar todos os estudantes brasileiros a ocupar as ruas no próximo período para garantir as mudanças necessárias na educação”, ressalta Yann.
Para Ismael Cardoso — que deixa agora a presidência da entidade —, a sensação é de dever cumprido. “Foram dois anos de um intenso trabalho em defesa de uma educação universal, pública e de qualidade para todos os brasileiros”, afirma.
Segundo Ismael, sua gestão foi marcada por realizações como “a luta pelo fim do vestibular, que começa a ser construído com o Novo Enem” e as “jornadas de lutas que mobilizaram milhares de estudantes em várias cidades do país por melhorias na educação”.
Da Redação, com informações da Ubes
Leia também: Livro conta a saga da Ubes e do movimento secundarista no Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário